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Artigo: Food service e varejo: Um casamento com bons frutos

Publicado em 05/07/2019
Fonte: Revista Ibema #14

Quero trazer um exemplo de ação que une dois setores bem distantes: uma loja de móveis e objetos de decoração para a casa e o food service. Trata-se do Restoration Hardware, em Nova York, que oferece um wine bar nos pisos intermediários, propiciando ao cliente movimentar-se entre os objetos em exposição saboreando um vinho ou um café, e, no piso superior, aproveitar um restaurante listado entre os melhores da Big Apple.

Durante a New York Retail´s Big Show, evento promovido em meados de janeiro pela associação de varejistas americana (National Retail Federation), entendeu-se que a tendência de oferecer uma experiência ao cliente por meio do consumo de alimentos e bebidas trará um crescimento significativo em operações do food service em 2019. Isso deve ocorrer seja no modelo in-store, seja no modelo storein-store (uma loja operada dentro de outra loja). Em ambos os modelos, esse tipo de ação oferece oportunidades de co-branding, mas sempre com o objetivo de agregar valor à experiência do consumidor dentro da loja.

Esse modelo de negócio é interessante para os operadores de food service porque, por um lado, reduz custos fixos e de implantação. Até mesmo, em alguns casos, o custo de comunicação, já que haverá uma integração entre o varejo e o operador de food service para que ambos possam se beneficiar da atração de clientes.

Se você está pensando que tudo isso é algo distante da realidade brasileira, quero trazer apenas um exemplo desse modelo, que, para mim, é o mais inusitado até o momento. Trata-se do Work/Café do banco Santander, em São Paulo. Em um ambiente descontraído de cafeteria, o cliente solicita e recebe o atendimento do seu gerente. Há ainda salas disponíveis para reuniões com acesso a internet gratuita, onde clientes podem realizar reuniões, e até mesmo não clientes são bem-vindos, pois são clientes potenciais!

Se levarmos em consideração que 2,5 milhões de clientes visitam as agências mensalmente, percebemos o potencial dessa solução. O próprio Santander busca parceiros para esse projeto e nos leva a imaginar as oportunidades da alimentação em novos modelos de negócios que prezam pela experiência e hospitalidade.

As oportunidades surgem em velocidade espantosa, mas existem algumas fragilidades no mercado de food service nacional que exigem dos empresários atenção para ter sucesso nesse cenário. Uma delas é a embalagem, em todos os seus pontos de contato: conveniência, atratividade da comunicação, logística, segurança alimentar, reciclagem, manuseio.

Em suma, se um dos caminhos apresentados para o sucesso passa pela relação entre marcas ou até mesmo entre empresas, de forma a gerar um nova estratégia competitiva, a cadeia de valor da indústria de embalagens também poderia aproveitar esse aprendizado para construir relacionamentos que desencadeiem soluções customizadas para seus clientes, e, claro, o consumidor.

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